Tânger
Tânger é uma antiga cidade fenícia, fundada por colonos cartaginenses no início do século V a.C.. O seu nome provavelmente deriva da deusa berbere Tinjis (ou Tinga). Durante muito tempo continuou a ser um importante centro urbano para os berberes, o povo tradicionalmente nómada nativo da região. Moedas antigas referem-se à cidade como Tenga, Tinga e Titga, e autores gregos adoptaram diferentes variações do nome.
De acordo com a mitologia berbere, a cidade teria sido fundada por Sufax, filho de Tinjis, esposa do herói berbere Anteu. Segundo os gregos, Anteu seria um gigante, cuja tumba e esqueleto estariam nas redondezas, e alegavam que Sufax seria filho de Hércules com a viúva de Anteu. As "cavernas de Hércules", a alguns quilómetros da cidade, estão entre as principais atracções turísticas; de acordo com a lenda, Hércules teria passado a noite ali antes de realizar um dos seus doze trabalhos.
Os portugueses tentaram conquistar a cidade em 1437, durante o período henriquino. Apesar da oposição inicial do Rei D. Duarte e da desaprovação do infante D. Pedro, as cortes reunidas em Évora em Abril de 1436 votaram os créditos para a empresa. Rui de Pina afirma que na armada havia apenas 6000 homens, número insuficiente para atacar a poderosa praça do Magrebe.
Em Setembro o infante D. Fernando embarcou em Ceuta com destino a Tânger e o exército comandado pelo infante D. Henrique tomou, por terra, a mesma direcção. Os mouros defenderam-se comandados por Sala ben Sala, que era o capitão de Ceuta quando D. João I tomou esta cidade em 1415.
Os portugueses, derrotados após a tentativa de conquista, deixaram ficar o infante D. Fernando como prisioneiro, uma vez que o seu resgate passava pela devolução da praça de Ceuta aos marroquinos, o que não foi aceite pelas Cortes portuguesas. Por este motivo, D. Fernando viria a falecer cativo em Fez, em 1443, às mãos dos mouros, advindo daí a tradição de se ver o seu cativeiro como motivo de santidade, passando a ser conhecido como o Infante Santo.
Em Setembro o infante D. Fernando embarcou em Ceuta com destino a Tânger e o exército comandado pelo infante D. Henrique tomou, por terra, a mesma direcção. Os mouros defenderam-se comandados por Sala ben Sala, que era o capitão de Ceuta quando D. João I tomou esta cidade em 1415.
Os portugueses, derrotados após a tentativa de conquista, deixaram ficar o infante D. Fernando como prisioneiro, uma vez que o seu resgate passava pela devolução da praça de Ceuta aos marroquinos, o que não foi aceite pelas Cortes portuguesas. Por este motivo, D. Fernando viria a falecer cativo em Fez, em 1443, às mãos dos mouros, advindo daí a tradição de se ver o seu cativeiro como motivo de santidade, passando a ser conhecido como o Infante Santo.
Fonte: Wikipédia



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